Tainha — Mugil liza | ABIPESCA
Tainha inteira
Filé de tainha com os cortes
CaudaFirme e magra — ótima em caldos e no aproveitamento integral.
FiléBranco e saboroso, com poucas espinhas — assado, grelhado ou frito.
LomboParte alta e carnuda do dorso — a mais nobre para grelhar e assar.
VentrechaPorção ventral ao filé, junto à barriga — mais gordurosa e suculenta.
PostaCorte transversal com pele — o clássico da tainha na brasa e na moqueca.
CabeçaRende caldos encorpados e o tradicional pirão.
Safra da

Tainha

O peixe da safra de inverno no litoral Sul e Sudeste. Da posta na brasa à ova que vira botarga — clique e descubra os cortes e o aproveitamento da tainha.

Do mar à sua mesa

O peixe da safra de inverno.

Peixe migrador de estuários e da costa, a tainha (Mugil liza) utiliza estuários, lagunas e baías como áreas de crescimento. No outono e inverno, reúne-se em grandes cardumes e inicia sua migração reprodutiva em direção às áreas de desova, dando origem à lendária “safra da tainha” do Sul e Sudeste, tradição de pescadores e da mesa brasileira.

Role para descobrir

Ciclo de vida

Entre o estuário
e o mar.

Um ciclo entre a água doce e a salgada: os juvenis crescem protegidos em estuários e lagunas, como a Laguna dos Patos, e migram ao oceano em grandes cardumes para desovar — a arribada da safra.

role para avançar →
Juvenis no estuário
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Juvenis no estuário

Crescem em estuários, baías e lagunas costeiras, que funcionam como berçário.

berçário estuarino
Alimentação e crescimento
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Alimentação e crescimento

Alimentam-se principalmente de algas, detritos e matéria orgânica, aumentando rapidamente de tamanho.

algas & detritos
Maturidade sexual
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Maturidade sexual

Machos atingem a maturidade por volta dos 3 anos e fêmeas entre 3 e 4 anos, tornando-se aptos à reprodução.

~3–4 anos
Migração reprodutiva
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Migração reprodutiva

Durante o outono e o inverno, grandes cardumes deixam os estuários e migram para áreas oceânicas de reprodução.

outono / inverno
Desova no oceano
05

Desova no oceano

Em mar aberto, as fêmeas liberam ovos pelágicos, que são fertilizados e permanecem na coluna d'água.

mar aberto
Correntes marinhas
06

Correntes marinhas

Ovos e larvas são transportados pelas correntes marinhas até a costa. Os juvenis ingressam nos estuários, reiniciando o ciclo de vida.

litoral

Cortes & apresentações

Do mar à mesa.

Peixe de aproveitamento integral: da posta na brasa à ova curada, nada se perde na tainha.

Posta de tainha
Clássico

Posta

Corte transversal com pele que mantém a umidade — perfeito na brasa e na moqueca.

Brasa · moqueca · forno
Filé de tainha
Carnudo

Filé & lombo

O dorso firme e a ventrecha mais gordurosa — as porções mais nobres para assar e grelhar.

Grelha · forno · milanesa
Tainha inteira
Tradicional

Peixe inteiro

Escamada e eviscerada, assada na brasa ou no forno — o clássico da safra à beira-mar.

Assado · na brasa · na taquara
Botarga de tainha
Premium

Ova · botarga

A ova salgada, prensada e curada vira botarga — a iguaria conhecida como o “caviar brasileiro”.

Ralada · em lâminas

Aproveitamento integral: posta, filé, peixe inteiro e a ova, que curada vira a valiosa botarga. Fonte: Manual Técnico da Tainha (ABIPESCA).

Nutrição

Leve, magra e
nutritiva.

Valores médios por 100 g de tainha crua. Fonte: USDA FoodData Central (Mugil cephalus).

0g
Proteínas alto valor
0g
Gorduras moderada
0mg
Fósforo ossos
0,2–0,6g
Ômega-3 EPA+DHA
0kcal
Energia leve

Proteína magra

~19–25 g por 100 g, com todos os aminoácidos essenciais e baixa caloria.

Fósforo

Mineral importante para a formação dos ossos, dentes e para o metabolismo energético.

Ômega-3

Gorduras boas (EPA e DHA) que ajudam a proteger o coração.

No Brasil (TBCA/USP, Mugil liza), a tainha de safra é mais gorda — proteína ~25 g e gordura ~5,5 g. Os valores nutricionais podem variar conforme a espécie, a região de captura, a época do ano e o estágio de maturação do peixe. Fontes: USDA FoodData Central · TBCA/USP.

Mercado & conservação

Uma safra que se
protege.

Do Sul ao Sudeste, a safra da tainha segue cotas de captura, defeso e monitoramento — para que a tradição de inverno continue viva a cada ano.

Rota de migração da tainha pela costa do Sul e Sudeste do Brasil São Paulo Santa Catarina Rio Grande do Sul
0

estados concentram a safra: RS, SC e SP

Cotas

de captura definidas a cada safra

Defeso

protege a tainha no período reprodutivo

Defeso proteção na reprodução Cotas de captura por safra Plano de Gestão MPA/MMA

O defeso corresponde ao intervalo em que a captura, retenção, transporte ou desembarque pode estar proibido ou restrito — fora da temporada ou após o atingimento das cotas. As regras são atualizadas anualmente por portaria.

A safra da tainha é regulada por cotas, defeso e arte de pesca autorizada. Fontes: Portaria Interministerial MPA/MMA nº 51/2026 · Plano de Gestão da Tainha · ICMBio/IBAMA · ABIPESCA.

Gastronomia

Do mar
ao prato.

Tainha recheada assada no forno
01 Recheada e assada no forno
Ver receita
Tainha ao molho
02 Ao molho, suave e cremosa
Ver receita
Tainha na grelha
03 Na brasa, na grelha ou na moqueca
Ver receita

“Da posta na brasa à botarga ralada: a tainha é a celebração do inverno no litoral brasileiro.”

Documentos

Para levar
com você.

Baixe o material técnico completo da tainha, produzido pela ABIPESCA.

Manual técnico · PDF

Manual Técnico Tainha

Guia completo da espécie: biologia, safra, cortes e boas práticas.

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ABIPESCA

Conteúdo educativo ABIPESCA — Associação Brasileira das Indústrias de Pescado.

Dados: MPA/MMA · Plano de Gestão da Tainha · ICMBio/IBAMA · USDA FoodData Central · TBCA/USP