Evento reúne autoridades brasileiras e representantes da indústria para discutir qualidade, sustentabilidade e expansão do comércio com os Estados Unidos.
A Embaixada do Brasil em Washington sediará, no próximo dia 13 de março, o seminário “Sustainable Seafood at Scale: Quality, Responsibility and Best Practices”, iniciativa voltada à promoção do pescado brasileiro e ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos no setor pesqueiro e aquícola.
O encontro contará com a participação da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, além de representantes do governo brasileiro e da indústria do pescado. Entre os palestrantes está Eduardo Lobo, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (ABIPESCA) e da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Pescado do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Durante o seminário, serão apresentados dados sobre a produção brasileira, as práticas de sustentabilidade e as oportunidades de ampliação do comércio internacional de pescados, especialmente com o mercado norte-americano.
Representando a indústria brasileira, Eduardo Lobo destacou a importância estratégica do setor e o papel da ABIPESCA na organização da cadeia produtiva e na promoção internacional do pescado brasileiro.
“A indústria brasileira de pescados tem um compromisso muito claro: produzir alimentos de alta qualidade de forma responsável e sustentável. Esse é um princípio que orienta toda a cadeia produtiva, desde a pesca e a aquicultura até o processamento e a comercialização”, afirmou.
Segundo Lobo, a ABIPESCA reúne empresas que representam mais de 70% das vendas no mercado nacional e mais de 90% das exportações brasileiras de pescado, atuando em toda a cadeia produtiva. A entidade também coordena o projeto Brazilian Seafood, desenvolvido em parceria com a ApexBrasil e o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), voltado à promoção internacional do setor.
Os Estados Unidos são atualmente o principal destino das exportações brasileiras de pescado, concentrando mais de 70% das vendas externas do setor. Para Lobo, essa relação comercial foi construída ao longo de décadas com base em pilares como confiança, qualidade, previsibilidade e cooperação institucional.
Ele também destacou o crescimento expressivo de produtos brasileiros no mercado norte-americano, como a tilápia. “A exportação de tilápia brasileira para os Estados Unidos saltou de 8 toneladas em 2001 para mais de 9.400 toneladas em 2025, demonstrando o potencial de expansão dessa parceria comercial”, explicou.
Além da tilápia, o Brasil exporta para o mercado internacional espécies como lagosta, atum, corvina e pargo, combinando diversidade produtiva com padrões sanitários rigorosos e práticas sustentáveis de manejo dos recursos pesqueiros.
Para o presidente da ABIPESCA, o Brasil tem condições de se consolidar como um parceiro estratégico para o abastecimento global de pescado. “O mundo vive um momento de transformação nas cadeias globais de suprimento. Diversificar fornecedores e construir relações comerciais confiáveis tornou-se fundamental. O Brasil pode contribuir para fortalecer a segurança no abastecimento de pescados, oferecendo qualidade, regularidade e sustentabilidade”, afirmou.
O seminário também prevê uma sessão de perguntas e respostas com especialistas e autoridades, seguida de um momento de networking e degustação de pratos preparados com lagosta e tilápia brasileiras.
A iniciativa busca ampliar o diálogo entre governo, indústria e importadores internacionais, além de reforçar a imagem do Brasil como fornecedor confiável de pescados de alta qualidade produzidos com responsabilidade ambiental e segurança alimentar.



